17 de ago de 2011

Uma prática de yoga ou uma sessão de terapia?

Ontem a minha prática foi especial. Tenho feito uma mesma série de asanas há algum tempo, sempre os mesmos, na mesma ordem. Asanas que conheço já á vários anos, mas que vire e mexe me trazem boas surpresas. Ontem eles despertaram em mim sensações de segurança, determinação, lucidez e força, e numa conseqüência direta disso acabei resolvendo várias questões do meu dia a dia que estavam pendentes. Só percebi melhor esse efeito quando já estava resolvendo uma dessas pendências, essa por sinal já de alguns anos.
O que achei mais interessante foi a qualidade dos efeitos e a ressonância deles na minha vida além da prática em si. Os efeitos foram ganhando força no decorrer dos asanas e quando terminei estava sentindo-me muito bem, o que é bastante freqüente. Mas junto com as sensações mais corriqueiras de tranqüilidade, relaxamento, bem estar e energia, sentia também o gosto familiar de uma boa sessão de psicoterapia. Durante o processo psicoterápico podem ocorrer algumas sessões especiais, aquelas onde o inesperado surpreende o paciente e o terapeuta, onde algo se des-cobre e ganha vida, mudando definitivamente o caminho que estava sendo trilhado até então. Anos de terapia podem valer ou/e serem coroados por uma sessão com essa qualidade. Não se tem o controle de como ou quando despertar “isso”, parece até que “isso” tem vida própria, vem quando quer, ou pode vir, ou quer vir.
Saí ontem da minha prática/sessão sentindo-me confirmado, exato, livre, pisando no meu chão, certo do que precisava fazer e capaz de fazê-lo, algo havia se tornado mais simples para mim, algo havia se soltado. Sentia até a presença carinhosa do terapeuta, embora não me viesse à imagem de ninguém especificamente, que havia me apoiado e acompanhado nessa transformação.

2 comentários:

  1. Achei fantástico seu depoimento. Sua certeza na escrita da a exatidão das peças encaixadas de um quebra-cabeças que é a nossa vida. É muito bom quando as coisas acontecem. Gostaria de acrescentar que as vezes o terapeuta que a gente não vê pode ser o nosso anjo da guarda que está do nosso lado, mesmo que seja só por companhia.
    Namastê.

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  2. Quantas experiências que julgamos de nosso inteiro mérito podem ter "maõzinhas" anônimas participando, não é!
    Namastê

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