19 de mai de 2013

Disponibilidade é a chave

Estou retornando do III Encontro de Longevidade e Saúde, evento que ocorreu aqui em Taubaté e no qual participei dando práticas de meditação e pranayama. Foi um final de semana gostoso, intenso, produtivo e revelador. O encontro aconteceu num sítio muito bem cuidado e repleto de natureza. Comigo estavam também mais seis professores de yoga, tai chi, meditação, dança circular e educação física, e á toda essa ótima estrutura associou-se um grande tesouro: um grupo de quase 60 pessoas disponíveis!

Disponibilidade é uma chave que abre muitas portas, uma ponte que aproxima muitas margens. Ela é o grande lubrificante das relações humanas, da aprendizagem, das mudanças. Sem disponibilidade não existe professor, pois não existe espaço para troca, e nem existe o aluno, pois não há espaço para o novo. O professor alimenta-se da abertura do aluno em querer ir além de onde está, de seu mundo já conhecido. Se não houver disponibilidade no aluno em adentrar por novos territórios, resta ao professor pouco a fazer, no máximo um belo discurso (para ninguém). Por sua vez, se houver pouca disponibilidade no professor para estar próximo de seu aluno, para deixar-se tocar por ele, e assim, compreender seu mundo, pouco ele irá aprender, pouco ele irá além do que já conhece. Um professor que não é capaz de aprender é, no mínimo, uma grande contradição.

Sem disponibilidade a aprendizagem significativa, aquela que vale a pena, não pode acontecer. Sem disponibilidade não há transformação, não se sai do mundo já conhecido. Sem a presença da disponibilidade nenhum casal é possível, não há relação que sobreviva sem ela, e isso inclui o casal professor/aluno. Porém, quando ela está presente, a dança acontece e o casal se expande, vai além, se surpreende com o que é capaz de criar, e talvez até surja uma esclarecedora pergunta entre eles: mas afinal, quem ensina quem?

E é essa a minha constatação agora após o encontro, uma grande satisfação em ter trocado experiências e momentos com pessoas disponíveis, o que aumentou a minha capacidade de estar disponível. E disponibilidade é a terra fértil onde o yoga pode brotar e florescer.

                            Parte do grupo que se dispôs escalar o monte 

                               

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